Muda.
Tira a roupa molhada, que gruda na pele, insistente.
Peça nova no armário
não é da sua cor, contente-se.
Com o tempo, vai precisar de remendo.
Tente.
E foi gostoso no sábado ficar quietinha no meio da multidão que cantava bem alto. Como se fosse o vento passando e trazendo 30 mil sussurros com ele. A capa de chuva fazia um barulho estranho e coerente quando roçava na dos outros. E pulando, a água ia escorrendo e molhando minhas botas. Sentia minhas meias geladas e o resto do corpo bem quente.
Mas o mais legal é olhar as pessoas quando elas pensam que não estão sendo observadas. Gritando e sorrindo pra si. Aquela vida que acontece pra ninguém. Nos cantinhos. Ou junto com um montão de gente, na chuva, cantando a mesma música.
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Sou eu
Longo Caminho. Jornalista por formação, mãe por escolha, viva por persistência.